Um dia ele consegui escalar o muro que impedia ele de chegar até o coração do outro, quando ele chegou lá em cima disse que já não sentia mais amizade e sim amor e se jogou, fechou os olhos e se jogou de corpo e alma no amor...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
História sem fim... parte 1.
Um dia ele consegui escalar o muro que impedia ele de chegar até o coração do outro, quando ele chegou lá em cima disse que já não sentia mais amizade e sim amor e se jogou, fechou os olhos e se jogou de corpo e alma no amor...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Fuck You (Lily Allen) tradução
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Ela – (em pé, encostada na janela, olhando para baixo) Eu sei que sentimentos vêm e vão, mas os meus nunca se foram... (continua olhando para baixo agoniada, ansiosa, até que olha para o tapete e vê o vestido da Outra) Ela disse que não vai mais voltar... (caminha lentamente em direção ao tapete) Será que tudo foi um sonho? (se deita ao lado do vestido) Me apaixonei pelas costas dela, a primeira vez que a vi foi no trabalho, eu na minha metódica rotina de trabalho e mais trabalho e você surgiu como se fosse mágica do meu trabalho. No ínicio, éramos apenas amigas, (pega o vestido e dança lentamente com ele) procuro me lembrar todos os dias de quando a gente se conheceu, mas as mesmas lembranças me fazem chorar, pois lembro de quando você foi embora (vestido cai) Sempre achei que não precisava de amizades, pois as minhas amizades sempre me causaram dor, desejo com todas as minhas forças que você tenha sido apenas um devaneio bobo, uma alucinação... Me sinto ridícula, pois você é um amor que foi que deveria ter mudado assim como mudam as estações, mas não você é um amor que me marcou, marcas que ainda doem. É pessoas realmente são feitas de marcas, afinal tudo marca. Lembro-me das vezes que você chegou em casa com uma rosa vermelha para mim. (senta-se de costas para o público e com o abajour entre as pernas e com uma rosa nas mãos) Dia 23 de julho, não me esqueço, nunca me esquecerei dessa data. Foi o dia que você chegou em casa com uma rosa e nós brigamos por ciúmes. Um ciúme bobo, ridículo, infantil,....mas se você voltasse hoje, te daria muitas rosas. Eu mal me reconheço, fico procurando você (olha para as pessoas do público) e a sua perfeição em outras pessoas, outros rostos, outros corpos. Mas não te encontro em uma única pessoa, não te encontro mais em lugar nenhum. Eu começo a ter a profunda certeza de que o amor é ridículo e que seus clichês também são ridículos... Mas me arrependo de não te dizer EU TE AMO todos os dias. Eu ainda me lembro da nossa música... (cantarolando a música Eu Preciso Dizer Que Te Amo).
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Carta Nanda
Parece que falta uma parte de mim e infelizmente falta, não sei como cheguei a essa certeza, mas cheguei. Vivo no mundo, meus dias são corridos, pelos meus olhos passam milhares de pessoas, mas quando chego em casa e me deito para descansar, percebo o quão sozinho estou. Na minha cama sobra um espaço, não quero e nem procuro uma pessoa para satisfazer meus desejos sexuais momentâneos. Quero alguém que deite e que converse comigo, que me faça cafuné até que eu pegue no sono, que seja alguém que compreenda e também aceite essa rotina maluca que muda do dia pra noite, que aceite fazer parte dela.
Sempre que penso que é impossível, encontro pessoas que me completam e que me fazem ter sombra por breves instantes. Não tenho vergonha de dizer a estas pessoas que acredito em fadas, que choro, que tomo banho de chuva, que olhos atraem meu olhar e meu interesse, que sou carente, que olho as estrelas, que sou ao menos me acho cult, que sofro por amor, que já amei e que tenho certeza que nunca fui amado, por um amor verdadeiro e essencial.
Já ando tão amortecido para as desilusões, que quando elas chegam até mim, apenas me sinto angustiado e choro. Isso talvez seja pra eu apreender que o sol brilha para todos e não única e exclusivamente para uma pessoa. Ele brilha pra nós Nanda. Mocinha pequena, porém intensa, apaixonante, brilhante;
Poderia ficar horas a escrever sobre você, bem, primeiro me perdoe pelo texto acima, na verdade, me perdoe por esse pedaço de mim em palavras. Segundo, perdoe os erros de português afinal agora são 01:00 da manhã, já não me encontro mais no meu estado normal de consciência e juventude.
É almas inquietas custam a dormir, ainda mais quando sabem que aqui já não é mais o seu lugar.
É mocinha, espero um dia, em algum lugar ter o prazer de sua companhia num café.
Estranho tenho tanto para falar, mas no momento me faltam palavras, nem sempre é fácil traduzir para palavras algo tão intenso e subjetivo. Melhor para por aqui. Como diria uma amiga minha numa carta que recebi um dia, as pessoas caem de para – quedas na minha vida é essa a impressão que eu tenho às vezes. E realmente param a minha queda. Parece besteira, mas gosto de você pequena grande garota. Conte comigo sempre. Já me sinto de certa forma seu amigo, e saiba que os amigos podem se perder de vista ao longo de seus caminhos. Mas nunca perdem a essência do que realmente uma amizade significa.
“Vous vous êtes responsable de tout ce qui captive”
(Exupéry)
D.G.
domingo, 10 de maio de 2009
Uma Passagem
A amizade é uma das coisas mais preciosas
da vida e fica melhor ainda quando vira amor.
(Cazuza e Frejat)
Todo o dia de manhã pegava o ônibus, era janeiro, férias e eu estava livre da faculdade, mas presa o trabalho. O ônibus vinha com poucos passageiros, no primeiro dia útil de janeiro, se não me engano era dia três de janeiro de 1996, fui para o trabalho, embarquei e meus olhos o encontraram, parece clichê, mas foi como amor a primeira vista. Sentei um atrás dele, durante a viajem toda fiquei reparando no seu jeito, a viajem toda fiquei disfarçando, mas era impossível não olhar para ele, ali sentado na janela olhando as paisagens que passavam pela sua janela, por coincidência ele descia um ponto antes do meu.
Fiquei algumas semanas viajando sentada sempre próximo dele. Imaginando a sua voz, seu cheiro, seu jeito; passou janeiro, me lembro até hoje que no primeiro dia de fevereiro acordei decidida, iria me sentar com ele, o ônibus passou no mesmo horário agora já começava a vir com mais passageiros ms para minha sorte naquele dia ninguém havia sentado com ele, respirei fundo e sentei, a partir daquele dia passei a me despedir da minha timidez toda vez que embarcava no ônibus, passei a puxar papo com ele, lembro que nossa primeira conversa relâmpago foi sobre o tempo e o clima de férias, mesmo a gente tendo de trabalhar. Pela primeira vez ouvi seu timbre de voz, era lindo, envolvente suave, mas firme e seu cheiro me trazia uma sensação embriagante, poderia ficar horas viajando ao seu lado, me sentia em outra dimensão.
Nossas conversas nunca foram muito longas e nunca com um sentido. Teve um dia que estava chovendo e ele me falou suas teorias sobre o céu e o mar, o sol e a lua. Quando ele terminou eu estava assumidamente com cara de boba, não pela sua teoria fazer sentido mas sim por ver que ele conseguia ver além das coisas banais, afinal ele admirava a lua, o sol, o céu e o mar. Hoje quando me lembro caio na gargalhada, quando lembro de suas teorias.
Ficamos amigos, confesso que além de amizade tinha algo a mais que sentia por ele, não sei explicar, mas sentia falta quando ele não vinha, ou quando um dos dois perdia o horário, ele passou a se tornar uma droga diária, eu necessitava de suas doses. Fevereiro passou e ele também, não, não esqueci ele, mas no dia 28 de fevereiro de 1996, meu ônibus atrasou, quando embarquei nem me preocupei em perguntar o porque do atraso, procurei por ele e ele não estava, viajei sozinha, quase que em crise de abstinência, passei a viajem inteira agoniada, quando desci perguntei ao motorista o porque do atraso e o motorista me disse com os olhos embargados que o moreno que sentava comigo, todos os dias, havia se atrasado para pegar o ônibus e na pressa de atravessar a rua, foi atropelado por um caminhão. Fiquei sem reação, sem chão; ele se foi e passei a viajar sozinha novamente, sempre sentada no mesmo lugar que sentávamos todos os dias, busca ali naqueles dois bancos, resquícios de uma pessoa que passou a ser necessária pra mim.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Ardume.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Nos entregamos a sua brincadeira, rimos como verdadeiras crianças que nunca deixamos de ser, até que tivemos a idéia de molhar nossos pés nas águas geladas do mar. Incentivados pela lua caminhamos mar adentro, ficamos com água até o tornozelo, mas o que não sabíamos é que tinha mais gente querendo brincar conosco. A lua com seu encanto convidou para brincar Mãe Iemanjá, que nos mandou um onde que nos molhou até a cintura, ao invés de ficarmos bravos, rimos e nos sentimos privilegiados com a presença dela, pois sabemos que ela veio lavar nossos caminhos para que pudéssemos caminhar tranqüilos pela vida. Ainda mais agora banhados com a sua benção. Odoyá Mãe Iemanjá.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
nós
não nós de nós mais nós de nós...
tipo:duas pessoas não duas cordas cheias de nós.
Não que as cordas estejam cheias de nós mas elas estão cheias de nós...
mas de nós nós não de nós de nós entende?
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Saco! O que adianta deitar agora se sei que o sono vai demorar em vir, a insônia ou a falta dela anda me perseguindo, ando zanzando pelos meus pensamentos na hora de dormir, penso na minha vida “adulta” e miserável, deixei pra trás muitas coisas e não me conformo, nunca fui bom em me conformar com as coisas. Talvez esse seja um dos meus defeitos, não o fato de não me conformar, mas o fato de não exteriorizar esse inconformismo, essa coisa que me sufoca o peito, que me irrita, que me da vontade de chorar, gritar, bater, correr, fugir; E também to de saco cheio dessa vida “adulta”, gostava bem mais de quando tinha nove anos e ia na terceira série, sério, vai parecer ridículo mas tenho inveja da minha sobrinha de nove anos. Tá, patético, mas é a realidade, ela vive, ela vai pra escola, tem horas livres pra brincar e fazer aula do que quiser, ela não precisa se preocupar em trabalhar, em pagar contas, em ser censurada... Ela apenas vive o dia, vive cada dia como se fosse o primeiro e o último. Ela se permite sentir, experimentar, descobrir e principalmente redescobrir.
Será que se eu voltar pra cama agora fechar os olhos bem forte e pedir, imaginar, rezar, eu consigo voltar a ter nove anos? Consigo voltar e ficar ali, viver nessa idade?
Dói tanto ser adulto, dói tanto ter que descobrir as coisas por acaso. Se algum adulto disser que não dói ele está mentindo ou tem alguma doença psicológica. Por mais que eu tente levar meus dias da melhor forma possível, sempre com um sorriso no rosto, sendo sempre otimista e não tão realista, cansa e dói.
Aí! Minha cabeça dói de pensar a vida tanto, de pensar num passado distante quanto de imaginar um futuro não muito distante ou simplesmente encarar meus dias presentes. Resolvi, vou tomar uns três comprimidos com uma xícara de chocolate quente e vou deitar e olhar para o teto esperando que de lá venha o sono que tanto espero há dias, bem que ele poderia vir por livre e espontânea vontade, ando sentindo falta dos comprimidos que me deixam bem. Última decisão de um dia sem fim, vou procurar um psicanalista, vou buscar a infância que me faltou, vou tentar ver apenas o necessário desse presente e vou fingir que meu futuro é uma lousa negra onde posso fazer dele o que bem entender.
Pronto agora só olhar para o teto e esperar ele chegar.
